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Bolsa fecha sessão em leve baixa, mas sobe na semana


17 de Outubro de 2008 | 18:10

 

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A recuperação nos preços do setor de matérias-primas (commodities), em um dia com notícias corporativas favoráveis a algumas empresas brasileiras, proporcionou um rali das ações na Bovespa. O mercado brasileiro, porém, sucumbiu à deterioração em Wall Street à tarde. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em baixa de 0,12%, aos 36.399,09 pontos - após ter atingido 38.342 pontos (alta de 5,21%) no melhor momento do pregão. Na mínima, mais cedo, registrou queda de 1,67%, aos 35.834 pontos. O volume financeiro somou R$ 4,55 bilhões. Na semana, contudo, o índice registrou valorização de 2,22% - a primeira alta depois de três semanas em que acumulou queda.

De acordo com participantes do mercado, a volatilidade permanece como o "nome do jogo" no curto prazo. "O mercado não tem direcional, está 'amassado' e as incertezas persistem", comentou um profissional da área de renda variável de uma corretora em São Paulo. Para ele, o Ibovespa pode ter batido o "fundo" na semana passada, e ao deixar de precificar o pior no que diz respeito a uma ruptura abre espaço para uma correção. "Mas não tem força pra subir porque está claro que a recessão será forte e longa", ponderou.

"Muitos investidores - fundos, bancos, empresas e pessoas físicas - estão machucados, e bem machucados. É normal, então, diante de um cenário pessimista como o atual, que cada notícia, dado econômico ou declaração de alguma autoridade leve a várias interpretações e conseqüentemente uma movimentação brutal dos preços dos ativos", explicou Fernando Barbará, gestor de renda variável na Ático Asset Management.

Nova York

Hoje, os participantes do mercado até tentaram mirar o noticiário corporativo favorável às companhias brasileiras, mas o comportamento das bolsas nos Estados Unidos não saiu do radar. E, por lá, o índice Dow Jones encerrou em queda de 1,41%, o S&P-500 terminou com desvalorização de 0,62% e o Nasdaq Composite perdeu 0,37%. Os pregões norte-americanos tiveram uma sessão volátil, marcada pelo vencimento de opções de ações e de índices. O noticiário macroeconômico não ajudou. As construções residenciais iniciadas caíram 6,3% em setembro, para 817 mil, o menor nível em 17 anos.

Commodities

Apesar da volatilidade em Nova York seguir como pano de fundo dos negócios no mercado acionário brasileiro, a valorização nos preços de commodities permitiu altas mais expressivas em boa parte da sessão local. O petróleo subiu 2,86%, a US$ 71,85 por barril. Nesse contexto, Petrobras PN subiu 3,56% e Petrobras ON avançou 2,50%. Os metais também avançaram, levando Vale PNA a ganhar 3,63% e Vale ON a subir 3,53%.

Balanços

Da safra de balanços, Aracruz e Votorantim Celulose e Papel (VCP) divulgaram logo cedo seus resultados trimestrais. A Aracruz teve prejuízo líquido de US$ 545,9 milhões no terceiro trimestre no padrão norte-americano de contabilidade. O balanço foi influenciado pelo resultado negativo de transações com derivativos. Pelos padrões contábeis brasileiros, o prejuízo foi de R$ 1,569 bilhão. As ações PNB da Aracruz caíram 9,76% - segunda maior baixa do índice.

A VCP também registrou prejuízo, de R$ 585,465 milhões, no trimestre passado. O impacto do câmbio na dívida foi de R$ 465 milhões no período. As ações preferenciais da VCP lideraram as perdas do Ibovespa, com recuo de 13,63%.

Telefonia

Outro destaque no front corporativo foi setor de telefonia. Brasil Telecom Participações ON, disparou 11,31%, na liderança das altas do Ibovespa, reagindo à aprovação ontem à noite da proposta de reformulação do Plano Geral de Outorgas (PGO), que permitirá a conclusão da compra da Brasil Telecom pela Oi. As ações preferenciais da BRT Participações, contudo, registraram queda de 7,42%, seguidas por Oi ON, que recuou 3,24%. Como ontem esses papéis subiram, na expectativa da aprovação do novo PGO, hoje os investidores teriam vendido as ações para embolsar os lucros.

Horário

Ainda vale lembrar que na segunda-feira ocorre vencimento de opções sobre ações na Bovespa, bem como o horário do pregão será alterado em razão do início do horário de verão no País. A sessão regular passa a operar das 11h às 18 horas.

 
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