
A empresa brasileira que centraliza sites de relacionamento, Power.com, lançada em dezembro do ano passado com destaque internacional, levou um susto essa semana. O Facebook, uma das redes sociais disponíveis pela Power.com, anunciou que iria processar a companhia por direitos autorais e infração de marca.
O Power.com é uma central de centrais de relacionamento. É comum um mesmo usuário ter contas em múltiplos sites desse tipo -- como Orkut, Facebook, LinkedIn etc. A idéia é que todo o gerenciamento dessas redes seja feito por intermédio do Power.com.
Imediatamente após fazer a ameaça, o Facebook foi excluído da lista dos sites disponíveis na Power.com. Mas a questão deve ser resolvida nas próximas semanas, segundo o CEO da Power.com, Steve Vachani. Ele explicou ao blog que o Facebook quer que a Power.com use uma forma específica de conexão com o serviço, chamada Connect. Dessa forma, o Power.com estaria se plugando no Facebook da maneira adequada.
Isso significa um pequeno revés para o Power.com, pois usando o sistema Facebook Connect não será possível ter controle sobre todos os recursos do Facebook -- para isso, o usuário tem de entrar no próprio site. ´´Não é exatamente o que queríamos, mas vamos anunciar nas próximas horas esse acordo com eles para evitar uma disputa judicial´´, afirma Vachani.
Com essa conciliação, Vachani diz que em poucas semanas o site do Facebook vai voltar ao ar. O site de relacionamento é o maior do mundo. A Power.com teve seu lançamento oficial com 5 milhões de pessoas cadastradas e hoje, um mês depois, tem 6 milhões. A meta é atingir ter 30 milhões de usuários até o final de 2009
Steve Vachani, 32 anos, é norte-americano e veio para o Brasil há cinco anos, para descansar, depois de oito anos trabalhando em empresas de tecnologia do Vale do Silício. Um ano mais tarde, prestes a voltar, percebeu que poderia empreender por aqui, em vez de voltar para os Estados Unidos. Acabou por fundar a Power.com, que hoje tem 70 funcionários.
A Macworld 2009, primeira desde 1997 sem a participação do fundador da Apple Steve Jobs, começou morna. A apresentação principal, feita por Philip Schiller, executivo de marketing da companhia, não teve nenhum anúncio palpitante -- como o netbook da Apple ou o iPhone Nano, como muitos especulavam. O evento não passou de anúncios de atualizações de software, uma nova versão do MacBook Pro e novas aplicações.
O novo MacBook Pro tem 17 polegadas. Ele traz o mesmo conceito do MacBook Air, de uma carcaça unitária, e cerca de 3 quilos de peso. Em uma das configurações, traz processador de 2,66 GHz, 4 GB de memória RAM, 320 GB de HD e custa 2799 dólares. Segundo Schiller, a Apple vendeu 9,7 milhões de Macs em 2008.
Outro anúncio é a atualização dos programas que compõem o combo iLife. Um dos softwares atualizados é o iPhoto 09, que agora permite a organização de fotos por uma tecnologia de reconhecimento facial. Na prática isso significa que, quando o usuário está visualizando ou mexendo em uma imagem, o software faz o reconhecimento da fisionomia da pessoa e dá a possibilidade de a foto ser catalogada de acordo com esse rosto. O sistema também foi integrado ao Facebook e ao Flickr e agora pode ser sincronizado com o iPhone e iPod Touch. O iPhoto também recebeu funcionalidades geo-referenciadas e as imagens colocadas por lá, caso tenham sido tiradas com um aparelho com sistemas de localização - como um iPhone -, poderão apresentar um mapa para ilustrar o local exato do registro.
O iWork, software de produtividade, e o Numbers, de planilhas, também foram atualizados para a versão 2009. Um dos pontos altos é o iWork.com, ferramenta que permite aos usuários compartilhar documentos, fazer anotações e baixar diferentes versões deles pela web. Schiller afirmou que a ferramenta começará a funcionar em versão beta em breve e usuários de documentos do Microsoft Office poderão usá-la sem problemas. No futuro - ele não disse quando - o serviço deverá ser pago.
Ainda dentro do iLife, a Apple anunciou também a atualização do iMovie, software de edição de vídeo, e do programa de edição de música Garage Band. Ele traz agora 9 lições básicas de piano e violão. Também existem lições em que alguns artistas, como Sting e Norah Jones, ensinam o usuário a tocar suas músicas. Cada uma delas custará 4,99 dólares.
O último anúncio diz respeito ao iTunes. A loja virtual já vendeu seis bilhões de músicas e registra 75 milhões de contas registradas com cartão de crédito. A partir de abril, a loja terá três faixas de preços de suas músicas: 69 ou 99 centavos ou 1,29 dólar. Até o fim do trimestre, todo o catálogo de músicas do iTunes - estimado hoje em 10 milhões de faixas - estará livre de proteção DRM. Outra novidade tem a ver com o iPhone. Antes, as músicas que só podiam ser compradas na iTunes Wi-Fi Music Store poderão ser baixadas em redes 3G também. Mesmo preço no iPhone e no iTunes. É possível ouvir e comprar ao mesmo tempo. Isso já está disponível a partir de hoje - para os países que têm acesso a iTunes, o que é não é o caso do Brasil.
Philip Schiller, que substituiu Steve Jobs na apresentação de hoje está na Apple há 17 anos e atua como executivo sênior de marketing. Ele foi melhor do que muitos imaginavam na apresentação, mas o evento realmente não empolgou, conforme também indica a cobertura dos blogs internacionais que acompanharam o evento no Moscone Center. Não foi só a falta da figura emblemática de Jobs, tradicionalmente vestindo camiseta preta e calça jeans que levantava a platéia todos os anos, mas especialmente a ausência de grandes anúncios. Para a última participação da Apple em uma Macworld, esta esteve longe de um gran finale.



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