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| 21.08.2008
EXAME TURISMO
GP investe em hotéis no México
A GP Investments, maior empresa de private equity da América Latina, acaba de fechar a compra de 22% de uma das maiores companhias hoteleiras do México. O fundo brasileiro investiu cerca de 200 milhões de dólares em seu primeiro negócio no mercado mexicano, menos de um ano depois de ter aberto um escritório por lá. A empresa, que não teve seu nome revelado, tem hotéis e resorts em várias cidades mexicanas, como Cancún e Acapulco. O investimento faz parte das aplicações do GP V, o mais novo fundo da empresa, que tem como meta atingir o volume de 2 bilhões de dólares. A GP, liderada por Fersen Lambranho e Antonio Bonchristiano, pretende ampliar os investimentos no México nos próximos meses. Para isso, fechou uma parceria com um dos maiores fundos de private equity da Rússia. A princípio, o acordo prevê apenas a troca de conhecimento entre os fundos, mas, futuramente, eles deverão fazer negócios juntos.
ELEIÇÕES
Tucano vota em tucano
Uma pesquisa inédita, realizada no início de agosto por um dos maiores institutos do país, revela dados inusitados sobre as eleições para a prefeitura de São Paulo. Primeiro, que a diferença entre Marta Suplicy e Geraldo Alckmin caiu para apenas 1 ponto percentual a favor da exprefeita, que hoje tem 33% das intenções de voto. Mas o mais curioso foi a percepção do eleitor sobre a posição do governador José Serra, do PSDB. Rival do também tucano Alckmin, Serra é um dos maiores incentivadores da candidatura de Gilberto Kassab, do Democratas. O povão, porém, não entendeu isso. Cerca de 30% dos entrevistados da pesquisa, feita antes de o governador gravar um vídeo ao lado de Alckmin, consideram que Serra apóia o rival. Apenas 22% o identificam como aliado de Kassab.
ELETRÔNICOS
Videogame para a Classe C
Depois de anos afundada em dívidas e sem relevância no mercado, a Tectoy, empresa brasileira de games e eletrônicos, começa a dar os primeiros sinais de recuperação. Nas próximas semanas, a companhia vai inaugurar sua nova fábrica, com 1 400 metros quadrados, em Manaus. Na unidade, serão fabricados aparelhos de DVD, responsáveis hoje por 70% do faturamento da Tectoy, e os videogames Master System e Mega Drive, sucessos nas décadas de 80 e 90 que retornam à linha de produtos da empresa. Desta vez, os videogames vêm com uma proposta diferente. A idéia da Tectoy é vender esses produtos à classe C. Com essa intenção, os consoles foram remodelados, contarão com dezenas de jogos (entre eles o do bonequinho Sonic) e custarão apenas 200 reais.
AUTOMÓVEIS
O retorno da Suzuki
A Suzuki Motors, montadora japonesa que esteve no Brasil durante a década de 90 e deixou o país em a vender seus carros por aqui. O relançamento da marca deve ocorrer no Salão do Automóvel outubro. O representante da empresa Souza Ramos, dono da fábrica da Mitsubishi no país. Inicialmente, a Suzuki deve importar e automóveis. No mercado, a decisão Souza Ramos de ter mais uma marca foi interpretada como uma reação à possibilidade de a Mitsubishi assumir a operação brasileira — versão desmentida pela empresa. a duem 2001, vai voltar a nçamento de São Paulo, em será Eduardo itsubishi ortar jipes de Souinterdade rasiesa.
ESPORTES
A CBF dobrou a Nike
As pretensões da Adidas de patrocinar a seleção brasileira de futebol estão cada vez menores. Executivos da multinacional alemã souberam que a CBF e a Nike, principal patrocinadora do time brasileiro, já definiram as bases de revisão do contrato entre ambas. Atualmente, a CBF recebe 22 milhões de dólares por ano, praticamente um terço dos 60 milhões que a seleção francesa ganhará da Nike a partir de 2011. O impasse começou exatamente por isto: a fabricante de material esportivo americana não aceitava reajustar o contrato agora, e a CBF, que conta com estrelas do porte de Ronaldinho Gaúcho, não admitia receber menos que a seleção da França. A solução: até 2014, a CBF receberá 240 milhões de dólares, mesmo montante que a França no período.
CURTAS
Não funcionou
O leilão de energia elétrica gerada de bagaço de cana, palha de arroz e outros materiais chamados de biomassa frustrou o governo. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, esperava comprar cerca de 2 000 megawatts. Contudo, ao final do leilão, realizado no fim de julho, apenas 500 MW foram contratados. O problema foi o preço oferecido, de 157 reais por megawatt-hora. Os produtores esperavam pelo menos 170 reais.
O Dilema de lobão
Sem nomes fortes e viáveis para concorrer à presidência do Senado, a cúpula do PMDB quer que o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, renuncie ao cargo para voltar ao Senado e disputar o comando da casa. Caciques do partido, como Renan Calheiros, Romero Jucá e Roseana Sarney, enfrentam problemas de imagem. José Sarney só aceitaria se fosse aclamado por unanimidade. O problema é que Lobão está em alta com as descobertas de campos de petróleo e a defesa da criação de uma nova estatal para explorá-los.
AVIAÇÃO
Uma Fedex verde e amarela
Depois da Azul Linhas Aéreas, companhia brasileira de David Neeleman, fundador da JetBlue, uma nova empresa aérea prepara-se para decolar no país. No lugar de passageiros, entretanto, a nova companhia vai levar apenas cargas. A empresa, batizada de Flyby, foi criada por um ex-comandante da Vasp que recentemente transportava cargas entre o Bahrein e as nada calmas cidades iraquianas e afegãs. Com recursos próprios, o comandante Fernando Santos comprou 15 Boeings usados nos Estados Unidos pela Fedex. Agora, Santos pretende transportar cargas dos Correios à noite e atender a fretamentos durante o dia. “O mercado de cargas não está atendido no Brasil. Há uma boa oportunidade para uma nova empresa”, diz ele.
COMPETITIVIDADE
Soluções para o Brasil crescer
A convite da Fundação Lemann, o economista Alberto Rodriguez, pesquisador do Banco Mundial, vem a São Paulo no dia 11 de setembro para falar sobre seu mais novo estudo: “Conhecimento e inovação para a competitividade no Brasil”. Em seu trabalho, Rodriguez sugere medidas efetivas para melhorar a inovação no país, como o investimento em educação e numa infra-estrutura que dê acesso global à informação, caminho percorrido com sucesso pela Coréia do Sul.