Revista EXAME
LIDERANÇA
Ele aperta o cinto
A rotina do executivo David Yost não dá pistas de que ele preside uma empresa com vendas de 66 bilhões de dólares em 2007. Aos 61 anos e principal executivo da distribuidora americana de remédios AmerisourceBergen, Yost segue uma vida espartana. Ele dispensa secretárias e atende os próprios telefonemas, só almoça sanduíches e usa a mesma cadeira de couro surrada que herdou de seu antecessor, em 1997. Viagens, só em classe econômica. Os funcionários só voam em executiva se bancarem a diferença. Pode parecer sovinice — e é mesmo —, mas o estilo do presidente tem ajudado. Neste ano, a receita da Amerisource aumentou 8%, o dobro da média de seus concorrentes. Os hábitos têm efeito visível principalmente na última linha do balanço — com despesas supercontroladas, o lucro da empresa subiu 30% no último trimestre, enquanto o das rivais não avançou mais que 13%.
SUSTENTABILIDADE
O cartão encolheu
Desde abril, a subsidiária brasileira da rede de varejo Wal-Mart está substituindo os cartões de cerca de 3 200 funcionários administrativos por uma versão reduzida, com metade das dimensões tradicionais. Em um ano, a medida deve gerar economia de papel equivalente ao necessário para produzir 100 000 cartões. Na DuPont, o gerente de marketing Alexandre Pimenta resolveu encolher seu cartão por conta própria. A iniciativa chamou a atenção da empresa, que agora estuda estender a medida a um grupo de 50 funcionários interessados nos cartões mais sustentáveis.
CLIENTES
O primeiro contato é o que vale
A operadora de telefonia GVT, que atua em 80 cidades de todo o país, está contratando parte dos funcionários terceirizados. O objetivo é melhorar a qualidade dos serviços. Nos últimos 12 meses, a GVT absorveu 400 dos 1 000 atendentes do call center de vendas e 525 dos 1 246 técnicos de instalação. Com a mudança, o custo da companhia com folha de pagamentos aumentou 25%, mas a percepção dos clientes já melhorou. De acordo com uma pesquisa recente do instituto Gallup com cerca de 4 000 clientes de várias operadoras, 41% dos usuários da GVT se disseram satisfeitos com os serviços da companhia, ante a uma média de 24% nas concorrentes.
FRAUDE
O culpado pode estar ao lado
Em 2008, crimes financeiros devem custar às companhias americanas 994 bilhões de dólares, de acordo com a ACFE, a associação das empresas examinadoras de fraudes dos Estados Unidos. Para conhecer o perfil dos autores das falcatruas, a organização analisou recentemente 959 casos registrados nos últimos dois anos. Resultado: a maioria está na faixa dos 40 anos de idade, trabalha há mais de cinco anos na companhia e possui acesso fácil às finanças. A quantidade de homens representa o dobro da de mulheres. O estudo também revelou dicas que ajudam a farejar suspeitos. Uma delas é que fraudadores evitam sair de férias, por medo de que um substituto perceba suas transações.

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