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Seu dinheiro

 | 13.11.2008

 

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Revista EXAME  

BOLSA 1
A hora dos grandes bancos
A fusão do Itaú com o Unibanco e a perspectiva de uma grande consolidação do setor diminuem a concorrência, o que deve trazer melhores resultados às instituições financeiras — e a seus acionistas. Comprar ações do Itaú é uma recomendação quase unânime entre os analistas de mercado. Das dez corretoras que cobrem o setor consultadas por EXAME, nove recomendam investir no papel. A principal explicação é que a fusão com o Unibanco trará ganhos de escala após a integração e permitirá que a nova instituição conquiste espaço no exterior. “Agora, eles têm porte para explorar o mercado internacional e podem aproveitar o momento de reacomodação do setor bancário mundial para ampliar a atuação”, diz Ricardo Martins, gerente de pesquisa da Planner Corretora. A preferência dos analistas é pela ação da Itausa, holding com participação direta no novo banco, que está sendo negociada a preços atrativos. Os papéis do Unibanco também são indicados como bom investimento por sete analistas. As ações ordinárias, que possuem direito a voto, podem voltar a ter altas valorizações quando forem trocadas pelos papéis do novo banco, porque há um prêmio previsto para esses acionistas. O momento também é favorável para investir nos outros grandes bancos brasileiros, como Bradesco e Banco do Brasil, que até o fechamento desta edição ainda estudavam como reagir ante o surgimento do novo megabanco nacional.



BOLSA 2
O pacote chinês e a Vale
O pacote de 586 bilhões de dólares anunciado pelo governo chinês para estimular a economia local melhora as perspectivas de desempenho da Vale. Hoje, cerca de 30% das vendas de minério de ferro da companhia têm a China como destino, e a expectativa é que o pacote reduza os efeitos de uma menor demanda mundial. A maioria dos analistas que cobrem a empresa indica a compra dos papéis. Eles dizem, porém, que os benefícios do pacote não serão sentidos no curto prazo. “As vendas de minério de ferro praticamente cessaram com a crise de confiança mundial. Quem quiser investir na Vale deve ter um horizonte de, no mínimo, dois anos”, diz Rodrigo Ferraz, chefe de análise da Brascan.



BOLSA 3
Elas recompram, você ganha
Quem investiu em papéis de empresas que anunciaram programas de recompra de ações recentemente fez um bom negócio. Desde a eclosão da crise, o desempenho das companhias que decidiram investir nas próprias ações no mês passado supera o Ibovespa em 9,6 pontos percentuais. Em geral, o mercado interpreta a atitude da empresa como um sinal de confiança na própria operação. “Na maior parte dos casos, comprar ações de empresas após o anúncio da recompra é uma operação lucrativa. No entanto, isso não dispensa que o investidor estude as perspectivas de cada companhia”, diz Ricardo Zeno, sócio da consultoria AZ Investimentos. Lembre-se: a recompra é apenas um dos fatores que devem ser levados em conta.



RENDA FIXA
Em tempos de CDB
A decisão do Banco Central de manter a taxa básica de juro da economia, a Selic, em 13,75% alterou as projeções da maior parte dos analistas. Há três meses, a aposta era que a Selic fecharia o ano em 14,5%. Agora, a maioria acredita que a taxa ficará mesmo em 13,75%. O que isso muda para o investidor de renda fixa? Pouca coisa. Os CDBs continuam sendo a melhor opção. “Especialmente para quem pode deixar o dinheiro investido por dois anos ou mais; e, assim, paga menos impostos”, diz Roseli Machado, diretora da Fator Administração de Recursos.



ENTREVISTA
À espera de Obama
Novembro e dezembro devem ser meses bons para a bolsa, segundo Ricardo Amorim, que assumiu há cerca de um mês o comando da Concórdia Asset Management, do grupo Sadia. Ele voltou ao Brasil depois de uma temporada de quatro anos no WestLB em Nova York.

Sua expectativa para os próximos meses é positiva?
Novembro e dezembro são meses historicamente bons para as bolsas americanas, especialmente em anos de eleição presidencial. Isso deve se repetir agora e favorecer a Bovespa.

Será um movimento de curto prazo?
Nos Estados Unidos, talvez. Aqui, não acredito. Em 2009, o crescimento do PIB brasileiro deve desacelerar para cerca de 3%, mas é improvável que haja uma crise econômica. Além disso, os preços das ações estão baixos, inferiores às médias históricas.

Qual é seu conselho para o investidor?
As próximas semanas serão oportunas para quem quiser montar uma carteira de ações de longo prazo. É claro que pode haver novas quedas, mas quem olha para a frente deve se beneficiar. O ano que vem pode ser parecido com 2003 (quando o Ibovespa subiu 97%).

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