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Gestão & Idéias

| 13/11/2008

 

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ESTRATÉGIA Glamour em xeque Porteiros de prontidão, um ambiente silencioso, diamantes guardados por caixas de vidro. Parece intimidador, mas o formato tornou a joalheria americana Tiffany uma lenda mundial. Agora a empresa está desfazendo esse encanto. Com vendas estagnadas neste ano (a receita líquida foi de 2,9 bilhões de dólares em 2007), a rede inaugurou, em outubro, a primeira de 70 unidades mais despojadas. Aberta em Glendale, na Califórnia, a loja é decorada com TVs de plasma — nada de mármore ou candelabros — e permite que as jóias sejam experimentadas sem a ajuda de vendedores. A guinada na estratégia de vendas deixou analistas receosos quanto à reputação da marca. A joalheria, porém, acredita que o novo modelo ampliará seu público-alvo. SUSTENTABILIDADE Dinheiro do lixo A Casas Bahia está destinando cerca de 500 toneladas de resíduos por mês para a reciclagem. Por enquanto, o volume se restringe ao que a empresa gera em seus escritórios na Grande São Paulo e em 18 lojas da capital, além das embalagens coletadas após a entrega de produtos. Para fazer a triagem do material, a rede inaugurou em maio um centro em Jundiaí, no interior de São Paulo, onde emprega 34 pessoas. O dinheiro gerado com a venda dos resíduos — mais de 100 000 reais mensais — paga a operação do centro e será usado também, a partir de 2009, para apoiar projetos sociais. Um segundo centro de triagem será inaugurado pela Casas Bahia no início do próximo ano no Rio de Janeiro. CULTURA Vender é o que interessa Se a Apple se destaca pela inovação do design e o Wal-Mart é sinônimo de custos e preços baixos, a IBM é conhecida por saber vender. Isso explica por que seis de seus oito presidentes, inclusive o atual, Sam Palmisano, vieram dessa área. Veja o que mudou da década de 30 para cá na força de vendas da IBM, hoje composta de 40 000 pessoas em todo o mundo. REMUNERAÇÃO Quanto mais preso, melhor Os programas de opções de ações estão mudando para que os executivos se comprometam mais com os resultados de suas companhias. Antes, funcionários premiados com ações só tinham de esperar um período — que costuma ser de pelo menos um ano — para comprar os papéis. Agora, os executivos começam a seguir regras também para vendê-los. A prática do lock up impede que parte dos papéis adquiridos seja vendida antes de um prazo mínimo — o que transforma o executivo em acionista. Isso já acontece em 15% das empresas que distribuem ações a funcionários, como a imobiliária Lopes. Em 2003, essa parcela era de 5%, segundo a consultoria Hay Group.

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