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Seu dinheiro

 | 27.11.2008

 

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Revista EXAME  

TESOURO DIRETO
A vez dos títulos públicos
Este é um bom momento para investir em títulos públicos prefixados. Alguns papéis garantem um rendimento médio de quase 18% ao ano — bem maior que os cerca de 10% oferecidos no início de 2007. Os retornos subiram em razão da crise mundial, que forçou o governo a pagar mais juros para captar recursos. Existem diferentes tipos de títulos públicos, e o investidor deve escolher os que têm a ver com seu perfil. Uma alternativa são os NTN-Fs, que têm um vencimento definido. Os de mais longo prazo, que vencem em 2017, pagam os maiores juros do mercado, de 17,6%. A desvantagem é o risco. “Se, no futuro, o investidor quiser vender esse papel num momento de estresse, terá de dar um desconto grande no preço”, diz Fernando Marques, operador da corretora Ativa. Os NTN-Fs de prazo mais curto, que vencem até 2012, pagam juros entre 15% e 16% ao ano. Para se proteger da inflação, a opção são os NTN-Bs, que pagam juros mais a variação do índice IPCA.
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PREVIDÊNCIA
Sem arrojo na hora da aposentadoria
Uma lição da crise para quem aplica em planos de previdência privada é a importância de se planejar para começar a resgatar esses recursos. Quem tem plano que aplica parte do patrimônio em ações e está perto da aposentadoria deve começar a transferir esses recursos para planos mais conservadores cinco anos antes da data do saque. Tudo para evitar surpresas de última hora. “Um ano antes do saque, todo o patrimônio deve estar em aplicações conservadoras”, diz Bento Zanzini, vice-presidente
da seguradora Mapfre.


AÇÕES
Eike Batista e a bolsa
Crise econômica e necessidade de financiamento costumam não combinar. Em tempos de capital escasso, empresas que precisam de crédito estão adiando — ou cancelando — projetos e reduzindo suas metas de crescimento. A conseqüência disso, para o investidor, é a queda do preço das ações. É o que vem ocorrendo com as empresas do grupo EBX, de Eike Batista. Os papéis da LLX, da MPX e da OGX caíram mais de 70% desde que abriram o capital, entre o final de 2007 e meados deste ano. As ações da MMX registraram baixa de 25% desde a estréia na bolsa, em 2006.
Veja quadro 


PLANEJAMENTO
O que fazer com o 13o e o bônus de fim de ano?
A recomendação da maioria dos especialistas é ser bastante conservador com qualquer dinheiro extra recebido no fim deste ano. As prioridades devem ser quitar dívidas e pagar à vista algo que seria financiado, como viagem de férias. “É uma época ruim para contar com crédito, porque os juros estão altos e as perspectivas para o mercado de trabalho não são otimistas, o que torna arriscado ter prestações para pagar”, diz Nicholas Barbarisi, sócio da Hera Investment. Se sobrar algum recurso, o melhor é aplicar mais da metade em investimentos de renda fixa, como CDBs e títulos públicos.


BANCOS
Os clientes querem mudar
Cerca de 30% dos correntistas trocariam de banco se esse processo não fosse tão burocrático. É o que aponta uma pesquisa feita pela consultoria americana CVA Solutions com 4 241 clientes de dez bancos no Brasil. “Apesar de insatisfeitos, os clientes costumam ficar na instituição financeira em que recebem salário”, diz Sandro Cimatti, sócio da CVA. Pode ser que isso mude em janeiro de 2009, com o início da vigência da lei que permite que os funcionários escolham o banco em que seu salário será depositado todos os meses — até agora, isso só é possível nas empresas privadas que negociaram sua folha de pagamentos com as instituições financeiras depois de 2006.


FUNDOS IMOBILIÁRIOS
Casas de papel
Os fundos imobiliários, que até agora só podiam investir em imóveis ligados a atividades comerciais, como escritórios e shoppings, terão a opção de diversificar o portfólio. Entra em vigor em dezembro uma regra que permite que eles apliquem em ações de empresas do setor imobiliário, em projetos de imóveis residenciais e também em outros fundos imobiliários. É uma boa notícia para o investidor que não quer apostar tudo num único tipo de imóvel. O risco desses novos produtos deve ser menor, porque seu patrimônio ficará dividido entre diferentes ativos. Além disso, a liquidez tende a aumentar. “É mais fácil comprar e vender ações do que imóveis”, diz Marina Shneider, sócia do escritório Mattos Filho Advogados, que estuda a nova legislação. A mudança pode dar um novo impulso ao nicho de fundos imobiliários, que anda de lado há alguns anos.

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