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Primeiro Lugar

 | 27.11.2008

 

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Revista EXAME  

INFRA-ESTRUTURA
O brinde de Eike vai ficar para o ano que vem
As perdas com a crise financeira mundial que corroeram dois terços da fortuna de 16 bilhões de dólares do empresário Eike Batista vão afetar também o fim de ano de todos os funcionários da EBX, holding que reúne as empresas do bilionário carioca. Nada de demissões em massa, ao menos por enquanto. Mas Eike cancelou a festa de confraternização que seria dada no Pink Fleet, o barco turístico da EBX. No ano passado, a festa a bordo da lancha custou 100 000 reais. Mais do que corte de custos, a festa foi cancelada porque os executivos do grupo concluíram que não haveria clima para comemoração depois de cancelar projetos importantes, como a construção do porto de Peruíbe, no litoral de São Paulo. 


AUTOMÓVEIS
Descendo a ladeira
Que o setor automotivo vem sofrendo desde o começo da crise financeira, todo mundo sabe. Mas os números do mercado referentes a novembro, que devem ser divulgados no começo de dezembro, podem assustar até os mais pessimistas. As vendas no país apresentaram queda de aproximadamente 30% e devem fechar o mês com um total de 170 000 unidades emplacadas. Em outubro, que já apresentou desaceleração, foram vendidos 239 000 veículos. A GM, que enfrenta a pior crise de sua história nos Estados Unidos, foi a montadora que mais perdeu mercado. Tradicionalmente, a empresa é a campeã de vendas na Grande São Paulo. Em setembro, a GM vendeu 11 000 carros, ante 10 000 da Volkswagen, a segunda colocada na região. Em outubro, ambas tiveram 9 200 veículos emplacados. Mas, em novembro, a montadora americana comercializou 3 700 carros e foi ultrapassada por Volkswagen e Fiat. 


CONCORRÊNCIA
Um rival para o Nespresso
O sucesso do Nespresso no Brasil desde sua chegada, há pouco mais de um ano, e o crescimento do mercado de cafés especiais no país despertaram o interesse da Lavazza, uma das maiores empresas de café da Itália. Nos próximos dois anos, a Lavazza vai investir cerca de 25 milhões de euros no país para concorrer com a marca da Nestlé. Nos planos estão a construção de uma fábrica de cápsulas de café e a venda de máquinas de uso doméstico. Os italianos também estudam a abertura de lojas de sua rede de cafeterias Expression. Atualmente, a Lavazza vende no país cápsulas produzidas na Itália com grãos brasileiros. “Vamos fazer o café viajar menos”, diz Massimo Locateli, diretor da Lavazza no Brasil. 


HOTELARIA
Os espanhóis querem comprar Sauípe
A novela da venda da Costa do Sauípe ganhou mais um capítulo. Depois da desistência do grupo jamaicano SuperClubs e do investidor espanhol Enrique Bañuelos, que haviam fechado o negócio há três meses, a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil e dona do empreendimento, passou a negociar com a operadora turística espanhola Quail. A empresa já havia disputado a compra, mas sua proposta foi superada pela dos rivais. Agora, os espanhóis buscam financiamento de 80 milhões de euros para arrematar os cinco hotéis do complexo. O valor é uma barganha se comparado ao 1 bilhão de reais que a Previ gastou na construção e na manutenção do empreendimento. 


RELAÇÕES EXTERIORES
A economia argentina preocupa Dilma
A ministra-chefe do Gabinete Civil, Dilma Rousseff, confidenciou recentemente a um grupo de empresários que a situação da Argentina é um grande foco de preocupação para o governo brasileiro. Dilma, mais provável candidata do PT à sucessão do presidente Lula, disse que tem acompanhado diariamente os indicadores mais importantes da economia do país vizinho com atenção. Na avaliação do governo, a Argentina é o país do continente mais vulnerável à crise internacional, e uma piora em suas contas poderia contaminar toda a região. Além disso, as medidas para encarecer e dificultar a importação de produtos brasileiros também são motivos de discussão na área econômica. 


INVESTIMENTO
O Itaú vai à Suiça
O Itaú vai dar início a uma segunda fase de seu plano de internacionalização. Depois de criar a maior instituição financeira do país ao se fundir com o Unibanco, o banco vai abrir uma operação de private banking em Zurique, na Suíça, em janeiro do próximo ano. A unidade européia começará a operar com 15 executivos e uma carteira de 1 bilhão de dólares, voltada principalmente para clientes latino-americanos. Ainda no primeiro semestre, o Itaú também deve abrir uma unidade no México. Outros escritórios devem ser inaugurados no continente. “É difícil ter uma operação de private banking de padrão internacional sem estar presente na Suíça, mas é impossível ser o líder da América Latina sem entrar no México”, diz Lywal Salles, principal executivo do Itaú Private Bank.


TRIBUTOS
Mais um problema para as mineradoras
O setor de mineração, que sofre com a queda dos preços internacionais, está apreensivo. Agora, o problema é a inclusão de uma emenda no projeto de reforma tributária que pode dobrar o valor a ser pago pelas companhias aos governos estaduais. A sugestão dos secretários da Fazenda, liderados pelo governador mineiro, Aécio Neves, foi aceita pelo relator da reforma, deputado Sandro Mabel (PR-GO). Nela, o cálculo dos royalties deixa de ser feito sobre o lucro líquido das empresas e passa a usar como base o lucro bruto. Além disso, a alíquota, que hoje varia de 0,2% a 3%, passa a ser cobrada sempre pelo percentual máximo. Empresas mineradoras argumentam que a medida vai dobrar a carga tributária do setor, uma das mais altas do mundo. 


CURTAS
Internacionalização
Mesmo diante da crise e da ameaça de recessão mundial, a empresa brasileira de software BRQ acaba de abrir uma unidade na Europa. Com receita anual de 150 milhões de reais, a BRQ tem entre seus clientes a Bolsa de Valores de Nova York e agora pretende atender clientes europeus de seu escritório na Espanha. A meta para o primeiro ano é faturar 10 milhões de reais com a nova operação.

Indesejado
O deputado federal Michel Temer, do PMDB paulista, recebeu o apoio do governador José Serra em sua campanha à presidência da Câmara. Aliados de Temer, no entanto, avaliam que o apoio pode atrapalhar. Isso porque Serra não comanda a bancada tucana em Brasília e sua proximidade afasta de vez o PT da candidatura de Temer.

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