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Volta ao mundo

 | 05.04.2007

 

EXAME 

A disputa pelos turistas chineses
Os viajantes americanos movimentaram o turismo nos anos 60, quando começaram a visitar os principais destinos da Europa. Duas décadas depois,foram os japoneses sorridentes — com suas máquinas fotográficas, filmadoras e muitos dólares no bolso — que se transformaram na mola propulsora da indústria. Num futuro próximo, a previsão é que os chineses ocupem esse papel. No momento, apenas 2% da população da China realiza viagens internacionais. Em razão do impressionante ritmo de evolução de sua economia, o panorama deve mudar em breve. Segundo previsões das agências, o país deve se transformar no quarto maior emissor de turistas do mundo até 2020. Países como Cingapura e Austrália já vêm aumentando os esforços de propaganda para conquistar esse público. Um dos desafios será convencer os chineses a gastar mais em viagens. De acordo com a revista inglesa The Economist, em artigo recente, “o grupo de turistas típico dessa nacionalidade vai escolher sempre o hotel mais barato,mesmo que isso implique ficar a 50 quilômetros do centro da cidade”. Outra questão fundamental será entender melhor os hábitos e desejos dessa turma. Os executivos da indústria de cruzeiros, por exemplo, vêm quebrando a cabeça para tentar descobrir quais são as melhores épocas do ano para oferecer seus serviços aos chineses, assim como o pacote ideal de atrações que deve ser colocado a bordo.

Negócio em risco
Caso as previsões dos especialistas se confirmem, é sombrio o futuro dos negócios das estações de esqui num planeta às voltas com o problema do aquecimento global. No fim do ano passado, foi divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) um estudo que revela que uma elevação de 4 graus Celsius na temperatura da Terra vai impedir a formação de neve na maior parte das estações localizadas nos Alpes suíços. O fenômeno climático também pode arruinar o setor na Alemanha. Outro trabalho recente, elaborado pelo Instituto de Pesquisa sobre o Turismo da Universidade de Berna,na Suíça, corroborou as previsões catastróficas. De acordo com essa pesquisa, um cenário de elevação de 2,6 graus até 2030 inviabilizará a formação de neve nas estações localizadas abaixo de 300 metros de altura.

Onda de negócios no Canal do Panamá
Areforma do Canal do Panamá, orçada em mais de 5 bilhões de dólares, terá grande impacto no mercado mundial de cruzeiros. Embarcações muito largas, que hoje não podem passar por ali, serão beneficiadas com a ampliação da passagem. De acordo com estimativas, a arrecadação com o pedágio pago pelos navios deve crescer do atual 1,4 bilhão de dólares por ano para 6 bilhões de dólares em 2025, quando as obras estiverem prontas.

A nova atração do Grand Canyon
Considerado uma das sete maravilhas naturais do mundo, o parque do Grand Canyon, no estado do Arizona, nos Estados Unidos, recebe cerca de 600 000 visitantes por ano. Eles vão ao local para conferir de perto o incrível conjunto de desfiladeiros cortados pelo rio Colorado. Desde março, os turistas podem apreciar esse visual deslumbrante de um ângulo diferente. Foi construído um mirante na beira do topo de um penhasco de 1,2 quilômetro de altura. Com piso de vidro, o deck, batizado de Canyon Skywalk, projeta-se 21 metros sobre o desfiladeiro. A atração foi inaugurada em março e consumiu investimento de 30 milhões de dólares. Ela será a principal arma da administração do local para chegar à marca de 1 milhão de turistas nos próximos anos.

A Ferrari dos hotéis
Oescritório de design Pininfarina, em Milão, na Itália, transformou-se num verdadeiro mito para os amantes do automobilismo. De suas pranchetas saíram alguns dos mais celebrados projetos de carros esportivos da história, como boa parte dos modelos da Ferrari. Um dos exemplos mais lembrados é a festejada F50. Agora, a Pininfarina está expandindo seus negócios para o ramo de hotelaria. Sua primeira experiência na área foi o projeto do sofisticado The Keating Hotel, em San Diego, nos Estados Unidos, inaugurado no fim do ano passado. O trabalho da equipe do Pininfarina incluiu o desenho dos objetos que decoram o interior da obra, que possui 35 quartos e diárias a partir de 429 dólares. Está nos planos do renomado escritório italiano assinar entre cinco e dez outros trabalhos do gênero nos Estados Unidos nos próximos dez anos.

Mais caros da Europa
Segundo pesquisa realizada por um site especializado em turismo, a rede hoteleira da Inglaterra pratica hoje os preços mais altos do setor na Europa. No estudo realizado pelo serviço www.hotels.com, a média de diárias no país é de 190 dólares.Surpreendentemente,a capital,Londres,não é o local mais inflacionado. Em primeiro lugar aparece Bath, uma cidade histórica próxima ao País de Gales.Suas diárias médias de 220 dólares são superiores até as de algumas capitais européias, como Roma e Amsterdã (ambas com 180 dólares).

Edição: Sérgio Ruiz Luz

 
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